Impressões do WPSummitSP

Caso você não saiba, sábado dia 25 de setembro, aconteceu em São Paulo o primeiro WordPress Summit em SP.

Eu fui até lá e optei por participar apenas das palestras de Dev. O que acredito pelo menos até agora ter sido um erro.

Não pude acompanhar a última e pelo que disseram foi a melhor de todas da área. Mas até onde acompanhei. A única com real utilidade, é a de escalabilidade, bastante fora dos padrões do mercado nacional, sim, mas com conteúdo bacana, e realmente útil.

Não que as outras não tenham sido boas. Foram também, com excessão da palestra de testes. Até pela própria conclusão do Manuel Neto ao final da palestra de testes de desempenho, ficou subentendido, que o palestrante não teve nenhuma preocupação em enviar previamente o material da palestra pra alguém pelo menos dar alguma opinião sobre o conteúdo.

E tenho diversas ressalvas sobre o conteúdo apresentado. Principalmente no tocante a Google Analytics, que foi bastante mencionado numa palestra de testes de desempenho – Vai entender. E também tenho grandes ressalvas, porque uma palestra de testes de desempenho, e a pessoa cita male-má o Apache Benchmark, tem alguma coisa estranha. Além de outros pontos, que não vou ficar esculachando por aqui, até porque na hora meu sono foi maior para que eu não discordasse ali, na frente da galera.

A palestra sobre ecommerce, teve problemas técnicos, que fez com que mais de metade das pessoas abandonassem o recinto logo no começo da palestra, incluindo eu.
Não foi culpa do palestrante, porém, faltou preparo, e ouvi alguns comentários de que o palestrante havia sido convidado para a palestra apenas 3 dias antes. O que nesse caso, mostra que faltou organização do evento. E com a UOL por trás dessa organização, e a grande empresa que é, tem de tomar mais cuidado com esse tipo de coisa. Pois é uma marca consagrada, e é clichê, mas é verdade. É muito mais fácil destruir do que construir.

Pelo que pude conversar com o pessoal, me parece que a área criativa foi bastante melhor, principalmente a palestra do Gustavo Guanabara, e do Paulino Michelazzo.
Mas não posso opinar, sobre o que não vi.

Um ponto a se tocar, é que ouvi muita gente após as palestras, com exaltação em cima do wordpress. Que ele é bom pra tudo e a melhor opção para todos os casos.
Nesse ponto que eu discordo veementemente. Que o wordpress é muito bom, eu nunca vou discordar, porque ele realmente é. Mas tem problemas. Eu diria que a melhor parte do WordPress é com relação a usabilidade para leigos. Isso sem dúvida é genial, você percebe isso, ao defrontar com usuários com projetos muito interessantes participando do evento, mas que mal sabiam da existência de IDE’s como netbeans.
E claro que as vantagens do wordpress, não param por aí, porém ele tem problemas, principalmente na sua parte de programação e banco de dados. E não ví ninguem comentar isso em suas palestras, apenas exaltar suas qualidades. Com excessão do palestrante de testes de desempenho, que citou alguns problemas do wordpress, porém bastante por cima.
Um exemplo claro, muito se falou de plugins e funcionalidades durante as palestras, mas pouco se falou, que instalação de plugins podem trazer falhas de segurança, e quando você junta isso a curva de aprendizado do wordpress, podemos ter problemas graves.

Outro ponto a ser citado, a não ser que você tenha uma loja com no máximo 10 produtos, e vendas esporádicas. Existem melhores soluções para ecommerce do que o wordpress. A regra de negócio de ecommerce é muito mais complexa do que qualquer portal, blog, etc. E com uma palestra sobre esse assunto na programação do dia, ví muita gente defendendo o uso para ecommerce do wordpress, sem ao menos conhecer outra plataforma como o Magento. E até, o clichê de sempre, o Magento é ruim porque é pesado.
Não cara pálida, ele não é pesado, ele é complexo. Estude um pouquinho do sistema e de sua regra de negócio antes de falar bobagem. E depois de estudar, otimize e molde o Magento para sua necessidade, ele é código livre, depois disso, você pode até publicar sua versão, mais simples, ou mais adaptada, a GPL está aí pra isso.

Enfim, pode-se perceber que minha impressão sobre o evento não foi das melhores. Realmente não foi, porque eu acho que faltou alguma coisa, pro pessoal que já tá no wordpress a mais tempo no mercado e mais envolvido com o sistema. Mas eu acredito que para os que estão começando, ou já estão a mais tempo, mas não conhecem tão a fundo o sistema, tenha sido um ótimo evento, com diversas informações interessantes, que com certeza vão agregar na hora de desenvolver um novo projeto. E outra coisa, conhecer uma galera envolvida com o que você faz, sempre é bom. E conteúdo e conhecimento nunca é demais. Se tiver outras edições do evento, com certeza eu irei. E realmente valeu a pena.

Normalmente nós nos lembramos mais dos pontos negativos do que nos positivos, por isso, talvez tenha soado ranzinza esse meu relato sobre o evento.

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CMSArena Podcast 000 – Piloto

Comentados no episódio.

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Trilha sonora: George Wood

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O impacto do cms

Neste post vou citar um pouco do impacto dos CMS sobre a internet. Não vou usar referências enciclopédicas e nem nada do tipo. Vou citar apenas experiência própria de uma pessoa que iniciou com internet em que nada se parecia com o que ela é hoje. Pra quem não viveu essa época, eu costumo dizer o seguinte: Qual o valor de uma imagem em um site? A pessoa não sabe responder normalmente. E eu acabo completando com o seguinte. É imenso o valor de uma imagem, você não lembra daquela internet do começo, porque provavelmente ela não te interessaria. Ela era cinza, sem imagens, sem beleza, apenas informação desconectada, espalhada por meia duzia de servidores, era um lugar pra entusiastas, hoje é um lugar livre pra qualquer um. Desde um expert em programação, engenheiro de sistemas, ao cara que só quer se divertir com o Farmville. Claro que a conversa é muito mais longa que isso. Mas em resumo quero dizer algo nessa linha.

E o ponto que eu gosto de começar a falar sobre os cms que aliada a outras tecnologias, puderam proporcionar uma internet muito mais user-friendly e “legal” vamos dizer assim.

Quando comecei com essa história de não ficar só sapeando por ai, de site em site, e gastando fortunas com contas de provedores de internet. Só existia o Perl e CGI, ou seja, era um mundo cruel. As linguagens mais difundidas pela web, como PHP, ASP, Ruby, Python, javascript, ou ainda não existiam, ou já existiam e estavam engatinhando, ou até mesmo não tinham aplicações práticas na web. Servidores tinham custos altíssimos. Os bancos de dados também não eram amplamente difundidos para o público geral digamos assim.
Me lembro bem, uma revista INFO Exame, por volta do ano entre 96 e 98 (lembro bem da materia, mas não da data). Sobre empresas que desenvolviam websites, era empresas monstros e cobravam uma bagatela de 600 mil dolares por um site com aplicações comerciais. Ou seja tudo era muito mais espartano e difícil, até pela falta de informação e a falta muitas vezes de um local pra procurar por ela. Google!.

Agora pense nesse cenário que coloquei ao fundo, e pense em como hoje em dia é o desenvolvimento de um site “simples”. Seja ele um blog pessoal, um pequeno e-commerce, um album de fotos, um “wiki”, ou até mesmo coisas menos comuns como uma árvore genealógica.

Mudou realmente muita coisa. O sistema continua existindo. E provavelmente vai sempre existir. Porém mudou muito a relação do usuário com o sistema. Antes o entusiasta, precisava realmente conhecer uma linguagem, pra conseguir pelo menos tentar fazer alguma coisa e colocar um site dinâmico no ar. Se não o máximo que ele conseguia era usando markup Html e colocar 1 milhão de arquivos no servidor. E se por um acaso você tivesse que mudar um link lá no meio desse batalhão de páginas HTML era um verdadeiro sufoco. Porque você tinha que mudar em todos os seus arquivos. Ok! já existiam programas pra automatizar isso. E rodar isso num processador i7 roda que é uma beleza. Em segundos muda tudo que você quiser. Mas o computador mais avançado que tínhamos na época era um maravilhoso pentium II, provavelmente com 64 MB de ram. E o pior uma conexão horrorosa de no máximo 28kbps.

Hoje em dia a pessoa contrata uma hospedagem, se quiser, clica em 1 botão, se a hospedagem tiver instalação automática. Ou então segue um how-to de 1 página e já tem o blog, site, ecommerce, etc, no ár, com mais alguns clicks, ela tem layouts totalmente de graça e muito bonitos. Mais alguns cliques ela já está no google. E já tem até algumas features interessantes em seu site, como share por rede social, enfim, a pessoa hoje sem saber nenhuma sintaxe de linguagem nenhuma, consegue colocar um site dinâmico e interesante no ár. Sem nem se preocupar se aquele negócio está escrito em ASP, PHP, CGI, qual o banco de dados que usa. O diabo que for. O que importa é. Eu tenho meu site, eu tenho meu blog, eu estou na web.
Na minha opinião, o maior impacto positivo do CMS está nesse ponto. Desvincular front-end e back-end. O código dos editores.
Eu costumo dizer que pra tudo, tem um lado bom e o lado ruim. O lado bom é o óbvio, tudo ficou mais muito acessível a todos. Minha avó pode ter um blog, minha prima de 8 anos de idade pode ter um fotolog. Sem nem ao menos se preocupar se tem um peão batendo martelo pra fazer aquilo funcionar ou se está tudo redondinho. E realmente isso é muito bom. Se você considerar ainda os CMS “coletivos”, como eu gosto de chamar, como por exemplo, blogspot, wordpress.com, fotolog, wikis. Ai o impacto é muito maior. Porque além de não se preocupar com sistemas, você não se preocupa com hospedagem, definitivamente é sentar e blogar. E muita gente ganha, fama, respeito, currículo e até dinheiro porque não, apenas fazendo uso desses serviços.
Apenas um pequeno parentese sobre os, como eu costumo chamar, CMS coletivo. Gostaria de separá-los das redes sociais. Facebook, twitter, Orkut, eu tenho uma opinião um pouco extrema das redes sociais. Mas isso é assunto para outro post.
Agora o outro lado é o seguinte, primeiro que conhecimento nunca é demais. E com essa facilidade gerada pelos CMS, criou-se muitos preguiçosos. Muita gente que quer vir pra web, trabalhar, ganhar dinheiro com blog, realizar o sonho de vida moderno. Se depara com todas as facilidades geradas pelos CMS e esquece têm ali por trás, um programa rodando, além do programa, tem um ecossistema inteiro pra fazer aquela aplicação rodar direitinho. Esquece, que se ele encher tudo de firulas mal escritas, e a coisa começar a rodar e tiver algum número de visitas, o dono é quem vai “rodar”. Esquece de aprender a pelo menos fazer um backup, porque se um dia tudo der problema e “explodir” ele não culpar o sistema que é ruim, mas reconhecer que falhas acontecem.
Sobre a história de conhecimento que eu citei, muitos devem comentar, mas ah, programação eu to fora, não quero saber disso é muito chato. Ok! eu entendo seu ponto. Mas você definitivamente não precisa ser um programador. Eu por exemplo, detesto a linguagem de programação ASP, detesto, é fora de cogitação usá-la. Mas eu sei alguma coisa de ASP, pelo menos o básico. Eu gosto? Não. Mas pra eu saber disso, eu precisei conhecer.

Basicamente essa é uma primeira postagem de uma série delas sobre o impacto dos CMS, neste primeiro momento não usei nenhum dado técnico, tampouco estatístico. Apenas uma análise do meu ponto de vista sobre a web atual. Ainda que bastante básico, já da pra ter uma pequena noção do objetivo com a série, que é estimular o cms, mas não só o uso, mas do desenvolvimento de todo o ecossistema de CMS presente na internet de hoje.

Um outro tópico de impacto de CMS, é sob o escopo do software livre, mas esse é assunto para um outro post.

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Porquê wordpress?

Porque a preferência de utilizar o principal projeto cms arena em wordpress. Já que um site que fará uma especie de arena para discussão e informação sobre esses sistemas deve-se entender que sua administração entende as limitações do wordpress para uma variedade de temas e diferentes aplicações.

Sim a administração sabe dessas deficiências do wordpress, porém sabe também da facilidade do wordpress. E tudo tem de ter um início, e o mais simples possível antes de se ter um projeto bem estabelecido. É o wordpress. Instala-lo colocar alguns artigos e fazer algumas pequenas alterações. É tão simples e rápido que chega a ser divertido.
Como também sei que o porte de conteúdo de uma plataforma para outra é perfeitamente possível. Principalmente o porte entre WordPress e Drupal que seria minha plataforma preferida para um projeto mais diverso.

Esse é o motivo do wordpress.

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Open Source no CMS

Pode-se dizer que hoje em dia os sistemas de gerenciamento de conteúdo e o Open Source andam lado a lado.
Não por existir uma obrigatoriedade e tampouco por existirem apenas CMS de código aberto. Mas esmagadora maioria deles e principalmente os mais populares são Open Source. E principalmente têm uma comunidade ativa e muito grande.
Nunca o software livre esteve tão em alta quanto com os CMS e eles são a prova que o código aberto e livre, pode sim dar certo e ser melhor ou igual à versões fechadas.

Outra coisa que as vezes as pessoas não conseguem diferenciar, não é porque não se cobra por um sistema, que não se podem ter negócios muito bem sucedidos e empresas que lucram. E também há de se considerar os anexos também. Desenvolvedores especialistas em CMS, podem sim desenvolver “plugins” “anexos” “extensões”, chame do que quiser, grátis, ou pagos, ou até mesmo grátis no geral, e desenvolver aplicações específicas para quem necessita delas.

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Hello World!

Falaremos aqui sobre CMS em geral. E pra podermos falar disso teremos também que falar de programação.

E 9 em cada 10 programadores o primeiro “programa” de cada um é o famoso Hello World.
Então farei aqui o meu Hello World. Que para completar o clichê falarei o que é cms. Do modo mais básico o possível.
Primeiramente um CMS, do inglês, Content Management System, em português, Sistema de Gerenciamento de Conteúdo.
Que basicamente é um sistema, geralmente utilizado para gerir, portais, blogs, websites ou páginas de intranet. Que têm como objetivo facilitar a organização, publicação, administração e distribuição de conteúdo de diversos tipos. O principal objetivo de um CMS é deixar completamente separados a publicação e administração do front-end da programação e back-end do website.
Apenas por esse ponto, temos a espinha dorsal do CMS, e também não cabe aqui uma explicação muito profunda sobre o que é um sistema. Ou do que ele é composto e etc.
Isso basta, até porque o objetivo desse post não é replicar conteúdo de algum lugar. E se você procurar no google verá muitas páginas apontadas para ‘O que é um CMS?’

Boas vindas!

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projeto 1 cada cms em cada cms

Implementação de cada um dos CMS open-source do mercado. Com isso tenho diversos objetivos. 1 é claro exemplificar cada um dos sistemas disponíveis no mercado.
Segundo passo que seria muito mais complicado e ousado. Dissolver o conteúdo sobre cada cms em cada um deles. Por exemplo. Se vamos falar de WordPress, usamos o wordpress para isso. Se vamos falar de drupal o usamos para isso.
Por um lado, isso teria vantagens como da demonstração na hora já do que estamos falando. Por outro lado, poderia causar má experiência para o usuário final. Os visitantes, que muitas vezes teria diferenças entre uma página e outra que provavelmente causaria desconforto e uma experiência não 100% agradável.
Enfim será testado. E depois escolhido a melhor forma. O domínio principal enquanto isso. Continuarei utilizando o WordPress, pela facilidade e o modo amigável com que o wordpress se comporta a utilizar a plataforma de blog.

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